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O que fazemos no EvoMorfo?

Uma garra de caranguejo-violinista, o chifre de um besouro, a presa de um narval: são estruturas que parecem grandes demais para o corpo que as carrega. E, mesmo assim, elas continuaram a crescer ao longo da evolução. Por que algumas estruturas vão tão longe, e o que impede que vão ainda mais longe, são as perguntas que movem este laboratório.

A maior parte dessas estruturas é produto da seleção sexual: elas existem porque ajudam seus portadores a vencer disputas por parceiros ou a serem escolhidos por eles. Porém, a seleção só pode agir sobre o que o desenvolvimento e o material conseguem construir. Uma garra maior é uma garra mais pesada, feita de uma cutícula que tem limites de rigidez e de resistência, e carregada por um animal que ainda precisa andar, se alimentar, e controlar sua temperatura. É nesse encontro entre vantagem e limite que trabalhamos.

Para responder esse tipo de pergunta, juntamos dois mundos que costumam andar separados. De um lado, o mundo dos mecanismos: do que a estrutura é feita, quanta força ela produz, quanta força ela aguenta, e quanto custa carregá-la por aí. Do outro, o mundo da evolução: como essa mesma estrutura mudou entre espécies, ao longo de milhões de anos. Em outras palavras, medimos o que uma estrutura faz e quanto ela custa na escala do indivíduo, e depois testamos se essas medidas explicam os padrões de diversificação entre espécies.

Nosso modelo de estudo mais frequente são os crustáceos decápodos (caranguejos, eglas, e lagostins). Também trabalhamos com insetos — esfingídeos e percevejos da família Coreidae — com opiliões, e com bases de dados comparativas mais amplas quando a pergunta pede. Estamos abertos a novos organismos e novas ideias, desde que a estrutura de interesse possa ser medida com as ferramentas que temos aqui.

Fotos dos quelípodos direito e esquerdo de Aegla schmitti. Perceba a diferença na forma dos dedos e na estrutura mais chamativa dos quelípodos: a crista palmar.

Universidade Federal do Paraná
Laboratório de Evolução Morfológica

Departamento de Zoologia, Centro Politécnico, Avenida Coronel Francisco H. dos Santos, 100
82590-300 | Curitiba |
@evomorfo (instagram)
+55 (41) 3361-1624
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