Esta página é para quem está pensando em fazer pesquisa aqui: estudante de graduação atrás de uma iniciação cientÃfica, estudante de mestrado ou doutorado escolhendo orientador, ou pesquisador de outra área que leu uma das nossas perguntas e achou que teria o que dizer sobre ela.
Depende do projeto, mas normalmente alguma combinação disto: manter e observar animais no laboratório, filmar e quantificar comportamento, medir força e propriedades mecânicas de estruturas, fotografar e digitalizar morfologia (inclusive reconstruções em 3D), montar bancos de dados a partir da literatura, e analisar tudo isso no R. Vale dizer que boa parte do dia acontece na frente de um computador: scripts, imagens 3D pesadas, e planilhas grandes fazem parte da rotina tanto quanto os animais. As técnicas de bancada se aprendem aqui, e ensinar é parte do trabalho.
Não espero que você chegue sabendo biomecânica, métodos comparativos, ou R. Espero curiosidade por uma pergunta especÃfica, de preferência uma que já esteja perto do que fazemos, e paciência para aprender a medir e a analisar, que é a parte que leva tempo. Três coisas pesam mais do que qualquer nota: gostar de ficar com os dados até entender o que eles dizem; escrever com alguma regularidade, porque escrever é como a gente descobre que ainda não entendeu, e saber se virar quando enfrenta algum problema. Uma vez que trabalhamos com áreas diferentes da biologia, resolver problemas faz parte do dia a dia no laboratório.
Também sou honesto sobre o outro lado. Nem toda pergunta cabe aqui: eu oriento o que consigo medir com as ferramentas e os organismos que temos, e tenho problemas para orientar o que está longe disso. Se a sua ideia estiver fora do que fazemos, prefiro dizer isso logo e, quando der, indicar quem orienta melhor aquilo.
Iniciação cientÃfica. É a porta de entrada mais comum. As vagas são divulgadas nos editais internos do laboratório, sempre nesta página e na aba Editais internos. Estudantes de qualquer perÃodo podem se candidatar, mas quem entra cedo aproveita mais, porque o projeto tem tempo de virar apresentação em congresso e, muitas vezes, artigo.
Mestrado e doutorado. Oriento no PPG em Zoologia e no PPG em Ecologia e Conservação, ambos da UFPR. A seleção é feita pelo programa, e não por mim, mas é necessário conversar comigo antes da inscrição. Isso ocorre tanto para descobrirmos se existe interesses mútuos, mas também para nos conhecermos. Vamos passar um tempo trabalhando juntos e eu prazo muito pelas relações interpessoais. Então, conversar é parte essencial de um trabalho bem sucedido. Como todas as etapas tem prazos, escreva para mim com antecedência, pois normalmente há necessidade de enviar projeto ou algum documento que requer escrita.
Pós-doutorado e visitantes. Recebo pós-doutorandos com bolsa própria ou com proposta submetida em conjunto. Se você tem uma ideia que possui interseção nas nossas linhas, escreva com o que pretende fazer e com o edital que pretende usar.
Gente de outras áreas. Vários dos nossos projetos nasceram de colaborações com engenharia, fÃsica, e ciência de materiais. Quem vem dessas áreas costuma encontrar aqui perguntas biológicas que se resolvem com as ferramentas que já domina, e costuma ser exatamente quem enxerga a solução que faltava. Se é o seu caso, escreva mesmo que você nunca tenha trabalhado com animais, pois isso é uma habilidade que podemos treinar aqui no laboratório se necessário.
Escreva para alexandre.palaoro@ufpr.br. Três coisas no e-mail resolvem quase tudo:
Diga também se você precisa de bolsa. Isso muda o que eu posso oferecer e em qual edital a gente entra, e é melhor saber logo do que descobrir depois.
Eu respondo todos os e-mails, mas nem sempre rápido. Se passar de duas semanas, insista: a mensagem provavelmente foi afogada nos outros e-mails que recebo.
Reuniões individuais regulares e leitura dos seus textos com comentários. Espere também que eu discorde de você com frequência, e que peça mais de uma versão de cada análise e de cada parágrafo. No meu ver, é assim que o trabalho fica bom, e é assim que você sai daqui sabendo fazer sozinho.
Se você leu até aqui, vou dar uma dica importante: converse com as pessoas que estão ou já estiveram no laboratório. Essas pessoas vão dar uma noção muito melhor de como é o funcionamento do laboratório e de como eu oriento.